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Agressor de Juliana Soares é transferido para presídio sem cela individual; defesa alega risco de morte

Igor Eduardo Pereira Cabral, de 29 anos, preso após espancar brutalmente a namorada Juliana Soares com mais de 60 socos dentro de um elevador, foi transferido para a Cadeia Pública Dinorá Simas Lima Deodato (CPDS), em Ceará-Mirim, na Grande Natal. A nova unidade não possui celas individuais.

A transferência foi confirmada pela Secretaria da Administração Penitenciária do RN (SEAP) nesta sexta-feira (1º). Segundo o órgão, Igor foi alocado em uma ala compatível com seu perfil psicossocial, após avaliação técnica. A secretaria afirmou que o procedimento seguiu critérios rigorosos para garantir a integridade física dos internos e manter a segurança e disciplina na unidade.

A defesa de Igor havia solicitado à Justiça que ele ficasse em isolamento, alegando ameaças à sua vida e integridade física, após a forte repercussão do caso nas redes sociais e na imprensa. No pedido, protocolado na última terça-feira (29), os advogados citaram ameaças de facções criminosas, incluindo o chamado “sindicato do crime”.

Antes da transferência, o agressor estava detido em uma cela com outros seis presos no Centro de Recebimento e Triagem, em Parnamirim.

O crime, que chocou o país, aconteceu no último sábado (26), em um condomínio de Ponta Negra, zona Sul de Natal. As câmeras de segurança do elevador registraram o momento em que Igor agride Juliana Soares, de 35 anos, com uma sequência brutal de socos no rosto. O ataque teria sido motivado por ciúmes. Em depoimento à polícia, ele alegou ter sofrido um “surto claustrofóbico”.

Juliana sofreu diversas fraturas no rosto, incluindo o maxilar, e passou por uma cirurgia de reconstrução facial. Ela ainda está se recuperando e deverá enfrentar sequelas permanentes. Uma campanha de arrecadação foi lançada nas redes sociais e já ultrapassou R$ 60 mil em doações.

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