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Apenas 8,5% dos estudantes do ensino médio no RN têm aprendizagem adequada em português e matemática

Um levantamento divulgado nesta sexta-feira (26) aponta que somente 8,5% dos estudantes do ensino médio do Rio Grande do Norte apresentam aprendizagem considerada adequada em português e matemática. O dado, divulgado pelo G1 RN com base nos resultados mais recentes do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), revela o desafio estrutural da educação no estado.

O índice potiguar está abaixo da já preocupante média nacional. Segundo estudos como o Anuário da Educação Básica e análises do Todos Pela Educação, menos de 10% dos estudantes concluintes do ensino médio no Brasil conseguem atingir nível satisfatório nas duas disciplinas ao mesmo tempo.

Em termos isolados, os resultados mostram discrepâncias: em português, o desempenho dos alunos é um pouco melhor, mas em matemática o quadro é crítico, com índices próximos de 5% de adequação.

Educadores destacam que o problema não é novo. A baixa proficiência acompanha gerações de alunos do ensino médio e foi agravada pela pandemia da Covid-19, que interrompeu o processo de aprendizagem de milhões de jovens.

Segundo o pesquisador e professor da UFRN, a estagnação revela falhas históricas na rede pública estadual: falta de professores em áreas-chave, infraestrutura precária e baixa atratividade da escola para o jovem. “O ensino médio ainda não dialoga com os projetos de vida dos estudantes, o que impacta diretamente na aprendizagem”, explicou.

A Secretaria de Educação do RN afirma que vem adotando medidas para enfrentar o problema, como formação continuada de professores, reforço escolar e expansão do ensino em tempo integral. A pasta também aposta em programas de recuperação de aprendizagem e parcerias com universidades para monitoramento dos índices.

Apesar disso, especialistas avaliam que os resultados só mudarão de forma consistente com investimentos de longo prazo e maior integração entre estados e municípios.

O baixo nível de aprendizagem tem reflexos diretos no futuro dos jovens potiguares. Além de limitar o acesso ao ensino superior e ao mercado de trabalho mais qualificado, o quadro contribui para a reprodução da desigualdade social.

Organizações ligadas à educação, como o Todos Pela Educação, defendem que o Brasil — e o RN em particular — precisam acelerar políticas públicas que garantam uma escola mais inclusiva, com foco em competências essenciais e redução da evasão escolar.

Fonte: G1

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