O incêndio de grandes proporções que destruiu boa parte da estátua de Nossa Senhora de Fátima, em construção no bairro Pajuçara, na Zona Norte de Natal, ganhou repercussão nacional e comoveu fiéis católicos em todo o país.
As chamas, registradas na tarde da última terça-feira (24), comprometeram cerca de 70% da estrutura do monumento, que estava prestes a se tornar um novo símbolo religioso e também um importante ponto turístico da capital potiguar.
De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura, as chamas começaram após um curto-circuito em uma máquina de solda utilizada na obra. Materiais inflamáveis aplicados na construção, como isopor e resina, contribuíram para que o fogo se espalhasse rapidamente.
O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte foi acionado e conseguiu controlar a situação antes que o incêndio atingisse áreas vizinhas.

Um operário sofreu queimaduras leves nas mãos e recebeu atendimento ainda no local. Não houve vítimas graves.
Apesar do prejuízo estrutural, a prefeitura informou que a obra possui seguro, o que assegura a cobertura dos danos. O escultor responsável pelo projeto, Ranilson Viana, confirmou que irá reconstruir a imagem sem gerar custos adicionais ao município.
A administração municipal reforçou que não haverá despesas extras para os cofres públicos.
O cronograma inicial sofreu atraso, mas o projeto segue mantido. A reconstrução deve começar após avaliações técnicas para garantir segurança e ajustes nos procedimentos de trabalho. A estimativa é que o monumento seja concluído em até sete meses.
Com cerca de 35 metros de altura sobre uma base de 8 metros, a estátua foi idealizada como um marco de fé e também como novo polo de turismo religioso para a cidade. A promessa de reconstrução mantém viva a expectativa da comunidade católica e do setor turístico local.