A dor da família de Maria Bruna Pereira Assunção, jovem assassinada de forma brutal, ainda está viva na memória de muitos potiguares. Sua morte, mais do que uma tragédia pessoal, se tornou símbolo do medo que domina as ruas do Rio Grande do Norte. Mas, em vez de uma resposta concreta, o que o governo estadual ofereceu foi mais uma promessa vazia.
A governadora Fátima Bezerra inaugurou um novo batalhão da Polícia Militar como se fosse a solução para o caos na segurança. Mas o que não foi dito nos discursos é que o Estado não tem efetivo suficiente para sequer colocar o batalhão em funcionamento. Hoje, o déficit na Polícia Militar passa de 3 mil homens. E, mesmo diante desse cenário alarmante, o último concurso só foi realizado em 2023, sem reposição real nas ruas até agora.
A população está cansada de promessas que não se cumprem. A cada nova tragédia, um novo anúncio. A cada comoção, uma nova tentativa de acalmar a opinião pública com solenidades e placas. Só que quem vive nas comunidades, quem anda de madrugada para pegar o ônibus, quem tem um comércio na periferia, sabe que o medo continua o mesmo — ou pior.
É revoltante ver uma tragédia como a de Maria Bruna sendo usada como palanque. Em vez de empatia, o governo escolhe o caminho da encenação. Inaugura um prédio vazio, enquanto mães seguem enterrando filhos vítimas da violência.
O povo do RN merece mais do que discursos e fachadas. Merece ação, respeito e segurança de verdade.