Design sem nome (5)

Argentina, Equador e Paraguai se alinham aos EUA e apertam cerco contra Maduro

A crise entre Estados Unidos e Venezuela ganhou novo combustível nesta semana. O governo Donald Trump, com direito a pronunciamento do secretário de Estado Marco Rubio, anunciou que vários países latino-americanos aderiram à ofensiva contra o chamado Cartel de los Soles — suposta rede de narcotráfico comandada por Nicolás Maduro, segundo Washington. Caracas, como de praxe, nega a existência do grupo.

Rubio celebrou o apoio internacional ao lado de Trump:

“Estamos recebendo uma cooperação incrível. Todos estão se unindo para interromper o fluxo de drogas.”

O discurso soa como a montagem de uma coalizão continental para enfrentar o que os EUA chamam de “narcoterrorismo venezuelano”.

Quem está com Washington

Equador: o presidente Daniel Noboa saiu na frente, decretando que o Cartel é “grupo terrorista do crime organizado” e mandando a inteligência monitorar possíveis ramificações.

Paraguai: Santiago Peña seguiu o mesmo caminho, elevando o tom contra o crime transnacional.

Argentina: Javier Milei formalizou apoio e citou relatórios que ligam o cartel ao tráfico, contrabando e exploração ilegal de recursos naturais.

Guiana: demonstrou “profunda preocupação” e sinalizou para mais cooperação em segurança regional.

Quem não comprou a narrativa

O presidente colombiano Gustavo Petro foi direto: chamou o Cartel de los Soles de “desculpa fictícia” usada pela extrema direita para derrubar governos incômodos. É praticamente a única voz de peso regional a bancar um contraponto aberto a Washington.

Caracas entre o aplauso e a fúria

María Corina Machado, líder da oposição, agradeceu a Milei e Peña pelo “apoio à liberdade e democracia venezuelana”. Diosdado Cabello, figurão chavista, reagiu chamando tudo de ofensiva política dos EUA para isolar o regime de Maduro.

Tabuleiro militar e risco de escalada

Enquanto diplomatas trocam decretos, os militares fazem barulho: Maduro acusou Washington de usar submarinos e embarcações no Caribe para intimidar a Venezuela. Os EUA, por outro lado, juram que a operação é “apenas” para combater o tráfico.

Compartilhe esse texto nas suas redes sociais: