O Banco do Brasil (BB) sofreu uma forte desvalorização nesta sexta-feira (2), com perda de R$ 7,7 bilhões em valor de mercado. As ações ordinárias (BBAS3) despencaram 6,85%, fechando a R$ 18,35 — o menor patamar desde janeiro de 2023.
Com o tombo, o BB encerrou a semana avaliado em R$ 104,75 bilhões, quase voltando ao ponto de partida registrado em 16 de janeiro do ano passado, quando valia R$ 101,62 bilhões. Segundo o analista Einar Rivero, da consultoria Elos Ayta, essa é a maior queda diária em dois anos.
A derrocada é ainda mais significativa ao se observar o pico atingido em 6 de fevereiro deste ano, quando o banco chegou a valer R$ 170,09 bilhões. De lá para cá, a perda acumulada já soma R$ 65,34 bilhões.
Mercado em alerta com o setor bancário
“O recuo das ações do BB acende um alerta sobre a confiança do mercado, tanto na instituição quanto no setor bancário tradicional. É como se todo o avanço dos últimos dois anos tivesse sido apagado”, afirmou Einar Rivero.
A tensão nos bastidores se intensificou após o BTG Pactual divulgar, nesta sexta-feira (2), um relatório revisando para baixo as projeções de lucro do BB. O banco estima agora um lucro líquido de R$ 5 bilhões no segundo trimestre de 2025 — uma queda de 23% em relação à previsão anterior.