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Bancos perdem R$ 41,9 bi e puxam tombo do Ibovespa após fala de Flávio Dino

A terça-feira (19) foi de forte turbulência na Bolsa brasileira. Apenas cinco ações fecharam no azul, nenhuma do setor financeiro. O Ibovespa caiu 2,1%, aos 134.432 pontos, e os bancos foram os principais responsáveis pelo tombo.

Segundo dados da Elos Ayta, os cinco maiores bancos perderam juntos R$ 41,98 bilhões em valor de mercado em apenas um pregão — quase metade das perdas totais das empresas listadas na B3, que chegaram a R$ 88,44 bilhões. Para efeito de comparação, a cifra equivale ao valor de mercado inteiro da Caixa Seguradora (R$ 40,74 bilhões).

Quem mais perdeu

  • Itaú (ITUB4): R$ 370,57 bi (queda de R$ 14,71 bi);
  • BTG Pactual (BPAC11): R$ 217,3 bi (queda de R$ 11,42 bi);
  • Bradesco (BBDC3): R$ 155,09 bi (queda de R$ 5,40 bi);
  • Banco do Brasil (BBAS3): R$ 113,03 bi (queda de R$ 7,25 bi);
  • Santander (SANB11): R$ 97,71 bi (queda de R$ 3,20 bi).

No pregão, o Banco do Brasil liderou as perdas do setor, com queda de 5,79%, seguido por Santander (-4,80%), Bradesco (-3,73%) e Itaú (-3,44%).

Entenda a pressão

A queda veio após decisão do ministro do STF Flávio Dino, que determinou que ordens de governos estrangeiros — como sanções aplicadas pela Lei Magnitsky dos EUA — não têm validade no Brasil sem homologação judicial.

Na prática, os bancos ficam sob pressão: de um lado, obedecer ao STF; do outro, arriscar-se a sanções internacionais por descumprirem normas estrangeiras.

O temor de analistas é que a crise possa escalar e afetar não apenas o mercado financeiro, mas também a economia como um todo.

— “Sinceramente, eu não gostaria de estar sentado em um banco hoje para decidir se bloqueia ou não recursos de pessoas afetadas por essa lei. Não sei até onde isso pode chegar”, disse Rogério Xavier, gestor da SPX, durante o Warren Day.

Fonte: Seu Dinheiro

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