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Barraqueiros de Pitangui denunciam perseguição da SPU após multa milionária e derrubada de barracas

Um grupo de trabalhadores que atua de forma artesanal na praia de Pitangui, no litoral do Rio Grande do Norte, denuncia estar sofrendo perseguição da Secretaria de Patrimônio da União (SPU/RN).

Segundo eles, o órgão federal derrubou todas as barracas montadas à beira-mar e ainda aplicou uma multa de R$ 2,5 milhões a um dos comerciantes.

O documento oficial, ao qual o blog teve acesso, mostra que a SPU emitiu cobrança referente a 43 meses de “ocupação irregular” da área de praia, com valor de R$ 2.532.143,25. O cálculo abrange períodos entre 2021 e 2025 e foi determinado após auto de infração.

Os barraqueiros alegam que a área não é de preservação ambiental (APP) e que as barracas foram construídas de forma rústica, em madeira e palha, sem alvenaria. Eles também afirmam realizar diariamente a coleta de lixo, levando os resíduos para as lixeiras da praia principal.

Imagens de satélite mostram que a primeira barraca surgiu em 2012 e, ao longo dos anos, outras foram sendo erguidas conforme crescia o fluxo de turistas.

Atualmente, trabalhadores de Ceará-Mirim e de Extremoz dependem exclusivamente da atividade para sobreviver, muitos deles com renda inferior a dois salários mínimos. A decisão da SPU ameaça tirar a principal fonte de sustento dessas famílias e comprometer a economia informal ligada ao turismo local.

Fonte: Blog do BG

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