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Bebidas adulteradas com metanol deixam rastro de intoxicações e mortes no Brasil

Um alerta vem tomando conta do Brasil: cada vez mais gente está ficando doente – e até morrendo – depois de beber bebidas alcoólicas adulteradas com metanol, uma substância altamente tóxica. O problema, que começou a aparecer em São Paulo, já se espalha para outros estados e preocupa autoridades de saúde e segurança.

Em menos de um mês, São Paulo registrou nove casos confirmados de intoxicação, três deles terminaram em morte. Em Pernambuco, também houve vítimas: duas pessoas morreram e uma ficou com sequelas graves na visão. Em vários lugares, operações da polícia e da vigilância sanitária já apreenderam garrafas sem procedência, encontradas em bares e adegas.

O metanol, que jamais poderia estar em bebidas, é usado por falsificadores para baratear a produção e aumentar o teor alcoólico. O problema é que o consumidor comum não tem como identificar. A bebida adulterada parece normal, não tem cheiro, gosto ou cor diferente, mas pode causar estragos sérios. Os sintomas costumam aparecer entre 12 e 24 horas após o consumo: dor de cabeça forte, vômito, dor no estômago, visão turva e confusão mental. Em muitos casos, a intoxicação leva à cegueira permanente e até à morte.

O Ministério da Saúde já mandou que todos os casos suspeitos sejam notificados imediatamente, mesmo sem confirmação em exames, e montou uma força-tarefa com Anvisa, Polícia Federal e secretarias estaduais para tentar conter o avanço das bebidas adulteradas.

Enquanto isso, desconfie de bebida barata demais, sem rótulo, sem lacre ou vendida em locais suspeitos. Só consuma de marcas conhecidas e estabelecimentos de confiança. E se alguém sentir sintomas depois de beber, a recomendação é procurar atendimento médico urgente e avisar sobre a possibilidade de intoxicação por metanol.

A preocupação é grande porque esse tipo de crime não só engana o consumidor, mas também põe vidas em risco. E, até que a fiscalização consiga fechar o cerco contra os falsificadores, o cuidado principal é do lado de quem consome.

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