Uma bebê de apenas 26 dias morreu na madrugada deste sábado (6) em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A mãe da criança, uma adolescente de 16 anos, foi apreendida sob suspeita de homicídio.
Segundo a Polícia Militar, a jovem relatou que havia consumido bebidas alcoólicas e cocaína antes de adormecer enquanto amamentava a filha. Ela contou que, ao despertar por volta das 11h, percebeu que a bebê sangrava pelo nariz e não apresentava sinais de vida. Com a ajuda do sogro, levou a criança até a UPA de Ibirité, mas ela já chegou sem vida.
O pai da criança, de 26 anos, apresentou uma versão diferente: afirmou que saiu para trabalhar pela manhã e, ao voltar para casa, encontrou a companheira em desespero, alegando que a bebê teria caído da cama.
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de sufocamento, mas aguarda laudos do Instituto Médico Legal (IML) de Betim para confirmar a causa da morte. Testemunhas ainda serão ouvidas nos próximos dias.
Não dá para romantizar: uma jovem de 16 anos, sob efeito de álcool e cocaína, cuidando de um recém-nascido, é receita para desastre. O resultado está aí, irreversível. Agora, além da dor da perda, restam investigações, possíveis responsabilidades criminais e, sobretudo, a reflexão amarga de como o Estado falhou em prevenir que uma adolescente nessa condição chegasse a esse ponto.