Design sem nome (5)

Bolsonaro testa força na Avenida Paulista em ato contra STF e por apoio político

Pela sexta vez desde que deixou a Presidência, Jair Bolsonaro (PL) convocou apoiadores para um grande ato nas ruas. A manifestação, marcada para este domingo (28/6), às 14h, vai medir a capacidade de mobilização do ex-presidente na Avenida Paulista e testar a fidelidade de aliados em meio ao avanço do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a suposta tentativa de golpe que Bolsonaro teria liderado.

Na última manifestação bolsonarista em São Paulo, realizada em abril, sete governadores de cinco partidos se reuniram com Bolsonaro no Palácio dos Bandeirantes para demonstrar apoio. Desta vez, o número caiu: apenas quatro governadores, de três partidos diferentes, confirmaram presença. Entre eles estão Cláudio Castro (PL-RJ), Romeu Zema (Novo-MG), Jorginho Mello (PL-SC) e o anfitrião Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), único com discurso garantido no palanque. Segundo o organizador do ato, pastor Silas Malafaia, Zema discursará “se quiser”, deixando a decisão como gesto de lealdade.

O encontro tem o slogan “Justiça Já” e será transmitido ao vivo no canal do Metrópoles no YouTube a partir das 13h. A expectativa é que os discursos tenham tom de confronto com o Supremo Tribunal Federal e se concentrem nas acusações de perseguição judicial.

Levantamento do Monitor do Debate Político da USP mostra que a mobilização bolsonarista perdeu força ao longo do tempo. Em fevereiro do ano passado, Bolsonaro reuniu 185 mil pessoas na Paulista. No ato mais recente, em abril, foram 44,9 mil, uma queda de 75%. Outros protestos tiveram públicos ainda menores, como o realizado em março no Rio de Janeiro, com apenas 18,3 mil pessoas.

Bolsonaro prometeu um discurso de esperança, mas voltou a criticar o Judiciário, afirmando que “ninguém tem dúvida de que eu sou o alvo”. Aliados anteciparam que a retórica de perseguição vai dominar as falas. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, disse que vai denunciar o que considera censura e perseguição contra parlamentares conservadores.

Outro foco de críticas será a decisão do Supremo que derrubou o artigo 19 do Marco Civil da Internet, que responsabiliza plataformas por não retirarem conteúdos proibidos por ordem judicial. Para o senador Magno Malta (PL-ES), trata-se de censura oficializada. Silas Malafaia também deve atacar a delação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, que sustenta parte das acusações contra Bolsonaro.

Estão confirmados para discursar o ex-presidente, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, parlamentares aliados, líderes partidários e governadores.

Fonte: Metrópoles

Compartilhe esse texto nas suas redes sociais: