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Bombeiros iniciam remoção do Baobá do Poeta após novos riscos e interdição de casas em Natal

O Corpo de Bombeiros começou a retirar o Baobá do Poeta, uma das árvores mais emblemáticas de Natal, após sucessivas quedas de galhos e a interdição de imóveis vizinhos na Avenida São José, em Lagoa Seca. A decisão foi tomada pela Defesa Civil depois que laudos apontaram risco elevado para moradores da área.

A árvore, com cerca de 19 metros de altura e tronco que ultrapassa seis metros de diâmetro, vinha apresentando sinais de desgaste avançado. Em novembro, a queda de grandes galhos durante a madrugada levou à interdição de pelo menos cinco casas, repetindo episódios registrados também em maio e junho, sempre em períodos de chuva e ventos fortes. Técnicos identificaram apodrecimento interno e presença de fungos, fatores que comprometeram totalmente a estabilidade da planta.

O baobá ocupava o terreno do escritor Diógenes da Cunha Lima, que há mais de três décadas mantinha a árvore preservada e fora de projetos de construção civil. Além do valor ambiental, o exemplar carregava histórias que povoam o imaginário natalense. Há quem sustente que sementes vieram da África trazidas por comerciantes da época colonial. Outras versões relacionam a árvore à passagem de Antoine de Saint-Exupéry pela cidade, alimentando a lenda de que o baobá teria inspirado trechos de O Pequeno Príncipe.

A remoção, apesar de dolorosa para quem convivia com a presença histórica da árvore, é considerada pelas autoridades a única medida possível para eliminar o risco às residências e ao intenso fluxo de veículos da região. A operação deve seguir ao longo dos próximos dias até a retirada completa dos troncos e raízes remanescentes.

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