A Câmara Municipal de Natal oficializou na última quinta-feira (27) a criação da Comissão Especial Processante, responsável por conduzir um novo processo de cassação contra a vereadora Brisa Bracchi (PT). Em entrevista ao programa Tribuna Livre, da Jovem Pan News Natal, o relator da comissão, vereador Daniel Rendall (Republicanos), afirmou que a expectativa é concluir os trabalhos entre 45 e 60 dias, reservando outros 30 dias para as considerações finais.
Rendall explicou que a comissão não terá recesso e iniciará as atividades já nesta quarta-feira (3). O grupo também é composto pela vereadora Samanda Alves (PT), que preside a comissão, e pelo vereador Tárcio de Eudiane (União Brasil), como membro. Embora a Câmara entre em recesso no dia 18 de dezembro, após a votação da Lei Orçamentária Anual, os trabalhos da comissão seguirão normalmente.
Na primeira reunião será definido um cronograma de encontros para garantir o cumprimento dos prazos. O relator reforçou que há uma preocupação em evitar erros cometidos no processo anterior, especialmente quanto aos prazos. Ele explicou que os 90 dias regimentais começam a valer apenas a partir desta terça-feira (2), quando a presidente da comissão notificará oficialmente a vereadora Brisa Bracchi.
O vereador também admitiu a possibilidade de reaproveitar alguns depoimentos do primeiro processo, desde que as pessoas envolvidas concordem em validar as declarações anteriormente prestadas. Segundo Rendall, a comissão tem se aprofundado na parte jurídica para evitar qualquer nulidade, já que o processo anterior terminou sem análise do mérito. Ele destacou que a sociedade espera uma resposta clara, independentemente do desfecho.
O novo processo traz ainda uma denúncia adicional apresentada pelo vereador Matheus Faustino (União Brasil). A acusação envolve o uso de emendas impositivas em eventos que começaram gratuitos, mas passaram a cobrar entrada após determinado horário. Essa nova informação obriga a comissão a iniciar a investigação do zero, com novos depoimentos e apurações. No processo anterior, a denúncia tratava apenas do uso de recursos públicos em um evento de caráter político partidário.
Segundo Rendall, a nova acusação amplia o escopo da investigação e reforça a necessidade de uma apuração completa, já que há indícios de que dinheiro público pode ter sido empregado de forma inadequada.