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Café da manhã mais salgado: café, margarina e pão puxam alta da cesta básica em Natal no 1º semestre de 2025

O café da manhã do natalense está pesando mais no bolso. Levantamento do Procon Natal revelou que itens básicos como pó de café, margarina e pão francês lideraram os aumentos de preços entre janeiro e junho de 2025. A pesquisa, que avalia 40 produtos em 26 supermercados da capital, apontou que o café teve a maior alta: 20,53% no semestre. A margarina subiu 10,93%, e o pão francês, 2,15%.

A lista dos cinco maiores aumentos do semestre ainda inclui carne de primeira (+0,83%) e pescado (+0,68%). O valor médio da cesta básica chegou a R$ 451,18, com pico em abril (R$ 454,21), representando um aumento de 5,48% no semestre, segundo o Procon.

Segundo o economista Helder Cavalcanti, o aumento é resultado da combinação de entressafra, efeitos climáticos, alta do dólar e reajustes logísticos, que pressionam os custos desde o campo até o supermercado. “Estamos diante de um reflexo global. A entressafra do café e problemas climáticos afetam a oferta e aumentam a procura. O resultado é essa escalada de preços”, explicou.

Junho com alta em 25 dos 40 produtos

Somente em junho, 25 dos 40 itens da pesquisa do Procon ficaram mais caros. O feijão carioca subiu 4,90%, o macarrão espaguete, 2,46%, e o café (250 g), 1,79%. No açougue, a carne de segunda teve alta de 2,31%, enquanto o filé de merluza subiu 3,63%.

Para a diretora do Procon Natal, Dina Pérez, embora a capital tenha uma das cestas básicas mais baratas do país, o impacto sobre a renda das famílias é crescente. “A pressão sobre produtos essenciais acende um alerta. A saída é pesquisar, substituir itens e consumir com consciência”, orienta.

Realidade dura nas prateleiras

A inflação dos alimentos tem sido sentida de perto pela população. A comerciante Cleide Gomes, de 74 anos, que também é consumidora, relata que os custos estão insustentáveis. “O café que eu comprava por R$ 7 hoje está quase R$ 20. Está difícil manter o restaurante aberto sem aumentar o preço para o cliente”, lamenta.

Dieese também aponta alta — mas com outra cesta

Em paralelo, a pesquisa nacional do Dieese, que analisa 12 produtos da cesta básica, apontou um aumento acumulado de 3,18% em Natal no 1º semestre. O levantamento indica que a cesta custou R$ 636,95 em junho, sendo a quarta mais barata entre as capitais. Em relação a junho de 2024, o aumento foi de 6,28%.

Na avaliação do Dieese, sete itens tiveram queda, como o arroz (-21,39%), óleo de soja (-11,37%) e leite integral (-7,40%), mas o café em pó disparou com alta de 55,12%. O tomate também subiu significativamente (34,20%).

📉 Resumo dos aumentos no semestre (Procon):

  • ☕ Café: +20,53%
  • 🧈 Margarina: +10,93%
  • 🥖 Pão francês: +2,15%
  • 🥩 Carne de primeira: +0,83%
  • 🐟 Pescado: +0,68%

📊 Cesta básica (Procon): R$ 451,18 (média semestral)
📊 Cesta básica (Dieese): R$ 636,95 (em junho)

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