A Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza concluiu o inquérito envolvendo o jogador David Luiz, acusado de ameaças e violência psicológica por Francisca Karollainy Barbosa Cavalcante, conhecida como Karol. O relatório policial foi encaminhado ao Ministério Público do Ceará sem indiciamento do atleta, sob a justificativa de falta de provas materiais mínimas que sustentassem as acusações.
A denúncia, registrada em abril deste ano, afirmava que David Luiz teria feito ameaças graves após o fim de um suposto relacionamento extraconjugal. Em uma das mensagens apresentadas por Karol, o jogador teria dito: “Posso simplesmente fazer você desaparecer. Nada me chegará jamais.”
No entanto, a perícia realizada no celular da denunciante apontou ausência de conversas originais com esse conteúdo. O aparelho passou por análise com a ferramenta forense Cellebrite, que não encontrou nenhuma das mensagens mencionadas.
Durante as investigações, a polícia identificou diálogos entre Karol e uma amiga em que elas teriam discutido a “versão” a ser apresentada às autoridades. Segundo o relatório, essa troca levantou suspeitas sobre a autenticidade das mensagens exibidas como prova.
A defesa de David Luiz, representada pelo advogado Rodrigo Furtado, afirma que o caso trata-se de uma denúncia fabricada, com conversas forjadas para manchar a imagem do jogador. “Desde o início, David se manteve tranquilo por saber que a verdade prevaleceria. Nunca houve qualquer contato físico ou ameaça, e a investigação comprovou a ausência de crime”, declarou o advogado.
Diante das contradições apresentadas, a Justiça do Ceará determinou a apreensão do celular de Karol e manteve a medida protetiva apenas de forma cautelar, até o fim da análise pericial. Com a conclusão do inquérito, o caso agora está sob avaliação do Ministério Público, que decidirá se arquiva o processo ou oferece denúncia.
Após o fim das investigações, David Luiz entrou com uma queixa-crime contra Karol por calúnia e difamação, pedindo a reparação de danos morais e responsabilização criminal pela suposta falsificação das mensagens.