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Celso de Mello reage a sanções de Trump contra STF: “Gravíssimo ataque à democracia brasileira”

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello criticou duramente a decisão do governo de Donald Trump de suspender vistos de ministros da Corte e seus familiares. Para ele, a medida, anunciada na última sexta-feira (18), é “extremamente arbitrária” e representa um desrespeito à soberania do Brasil.

O anúncio foi feito pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que informou a revogação dos vistos do ministro Alexandre de Moraes, de aliados próximos e de familiares. A decisão gerou forte repercussão no Brasil e no exterior.

Em nota divulgada nesta segunda-feira (21), Celso de Mello afirmou que a justificativa usada por Trump — de que o STF persegue e censura adversários políticos — é baseada em “falso pretexto” e “fundamento mendaz”.

“Mais do que uma ofensa sem causa, essa prepotente deliberação governamental americana […] desrespeita, profundamente, o nosso País e a dignidade do povo brasileiro.”

O ministro também condenou o novo tarifaço anunciado por Trump, que imporá 50% de taxa sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto. Para ele, não se trata apenas de uma questão econômica, mas de um ataque direto à democracia brasileira e ao STF.

“Trata-se de um ataque perpetrado pelo governo Trump, associado à extrema-direita bolsonarista e internacional”, apontou.

Celso de Mello foi além e chamou Trump de “medíocre” e “indecoroso”, afirmando que o ex-presidente dos EUA não tem postura de estadista:

“Revela ultrajante menosprezo pela dignidade de outros povos e transgride princípios fundamentais que regem as relações internacionais.”

Em tom contundente, o ex-ministro ainda pediu que traidores do Brasil — a quem chamou de “quislings nacionais” — sejam identificados e punidos conforme a lei.

“Agem, insidiosa ou explicitamente, contra os interesses do Brasil, conspirando com o objetivo de submeter nossa pátria ao domínio de potências estrangeiras. Querem reduzir o Brasil à condição inferior e degradante de uma simples colônia.”

Fonte: Metrópoles

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