O técnico Renato Paiva já dizia: o cemitério do futebol está cheio de favoritos. E foi exatamente isso que o Chelsea provou neste domingo (13), nos Estados Unidos, ao derrotar o poderoso Paris Saint-Germain por 3 a 0 e conquistar o título da primeira Copa do Mundo de Clubes da Fifa em novo formato.
Com uma atuação impecável no primeiro tempo, o clube inglês liquidou a fatura ainda antes do intervalo. O meia-atacante Cole Palmer brilhou: marcou dois gols — aos 21 e 29 minutos, com chutes quase idênticos — e ainda serviu o brasileiro João Pedro, que anotou o terceiro, aos 42.
O Chelsea dominou os 45 minutos iniciais com intensidade e organização. Sem a bola, anulou as principais estrelas do PSG. Com ela, foi cirúrgico: seis finalizações, três gols. Na segunda etapa, a equipe comandada por Maresca baixou as linhas, controlou o ritmo e garantiu a vantagem.
O PSG, que vinha invicto na temporada e chegou como favorito absoluto ao título, até tentou reagir, mas não conseguiu furar o bloqueio azul. Para completar o clima tenso, houve confusão generalizada após o apito final, incluindo bate-boca entre o técnico Luis Enrique e o atacante João Pedro.
Cole Palmer foi o nome da decisão e do torneio. Em grande fase na temporada 2024/25, ele acumulou 18 gols e 13 assistências em 52 partidas. Na final, deu show: marcou dois, deu uma assistência e foi eleito o melhor da partida e da competição. Um título para coroar a ascensão meteórica do jovem inglês.
Recém-chegado do Brighton por cerca de R$ 415 milhões, o atacante brasileiro João Pedro foi um dos destaques da campanha do Chelsea. Após boas atuações nas fases anteriores — com gols contra Palmeiras e Fluminense —, ele deixou sua marca também na grande final. Contratação milionária que já começa a dar retorno.
Este é o segundo título mundial do Chelsea. O primeiro veio em 2021, ainda no antigo modelo da Fifa. Agora, os ingleses entram para a história como os primeiros campeões do novo formato da Copa do Mundo de Clubes, que reúne 32 equipes em estilo similar ao da Copa do Mundo de seleções.
Trump, fogos e tensão política
A final teve ingredientes além das quatro linhas. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, assistiu à partida ao lado de Gianni Infantino, presidente da Fifa. O evento teve hino nacional, queima de fogos nas cores da bandeira americana e até sobrevoo de caças militares.
Mas o clima de celebração teve um tom político: Trump, na mesma semana da decisão, anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, com vigência a partir de 1º de agosto — decisão que gerou reações fortes no Brasil e pode impactar diretamente a relação comercial entre os países.