Dinheiro, fama e acesso às melhores clínicas do mundo não foram suficientes para evitar um desfecho trágico. Um dos casos médicos mais comentados entre a elite europeia ganhou capítulo final quase cinco anos depois da morte do bilionário Ehud Arye Laniado, magnata do setor de diamantes.
Ele morreu em março de 2019, em Paris, durante um procedimento estético para aumento peniano realizado em uma clínica privada frequentada por celebridades e milionários.
A cirurgia foi feita fora do horário comercial e acabou em parada cardíaca após a aplicação de anestésicos. Segundo as investigações, o atendimento de emergência não foi acionado de forma imediata, o que agravou a situação.
Somente agora, em janeiro de 2026, a Justiça francesa concluiu o processo. O cirurgião responsável, identificado como Guy H., foi condenado à prisão em regime brando e proibido definitivamente de exercer a medicina. Um médico assistente também foi responsabilizado, mas teve a pena de 12 meses de prisão suspensa.
A longa demora na decisão judicial virou parte do próprio escândalo. Foram anos de perícias, laudos técnicos e adiamentos até que a Justiça reconhecesse falhas graves na condução do procedimento e omissão no socorro ao paciente.
O caso reacendeu o debate sobre os riscos de cirurgias estéticas realizadas sem protocolos rigorosos, mesmo em clínicas de luxo voltadas a clientes de alto poder aquisitivo.