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Conflito entre jipeiros e motoristas de SPIN acirra disputa no turismo potiguar e termina com tiros na Barreira do Inferno

O setor turístico do Rio Grande do Norte enfrenta uma crise que vai além das dunas e trilhas que encantam visitantes do mundo inteiro. Um impasse entre jipeiros tradicionais e motoristas de veículos SPIN, que passaram a atuar em roteiros off-road, culminou na manhã desta sexta-feira (26) em um episódio de violência na Barreira do Inferno, ponto turístico localizado na Rota do Sol, em Parnamirim.

Segundo relatos e vídeos gravados por populares, uma discussão entre membros dos dois grupos terminou com a chegada da Polícia Militar e da Polícia da Aeronáutica. Nas imagens, uma mulher aparece discutindo com outros motoristas e é acusada de sacar uma arma de fogo e efetuar disparos para o alto, gerando pânico entre pessoas que estavam no local.

O conflito tem origem na entrada de motoristas de SPIN no mercado de passeios turísticos. Muitos deles passaram por um curso de roteiros off-road oferecido por Zeca do Turismo, fundador do sindicato dos jipeiros, e começaram a operar nas trilhas antes dominadas pelos veículos 4×4. Parte dos jipeiros, no entanto, alega que essa nova atuação representa uma ameaça, provocando perda de passageiros e alterando a dinâmica do setor.

Os motoristas de SPIN se defendem afirmando que buscam apenas trabalhar de forma legal, segura e organizada. Já Zeca reforça que sua iniciativa teve como objetivo fortalecer a categoria, promover qualificação e ampliar o mercado, desde que haja respeito e diálogo entre os profissionais.

A falta de uma regulamentação específica para os passeios off-road tem agravado as tensões. Sem normas claras, aumentam os conflitos por espaço, rotas e abordagens aos turistas. O episódio de hoje reforça a urgência de uma ação institucional.

A Polícia investiga o uso de arma de fogo durante a confusão e analisa as imagens que circulam nas redes sociais. Até o momento, não há informações sobre feridos ou detenções.

O caso evidencia a necessidade de regulamentação e mediação urgente para garantir a convivência pacífica entre os diferentes segmentos do turismo potiguar, preservando tanto a segurança quanto a qualidade dos serviços prestados aos visitantes.

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