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Conta de luz deve subir 6,37% no Rio Grande do Norte em 2026, aponta levantamento

Os consumidores do Rio Grande do Norte podem enfrentar um aumento na conta de energia elétrica neste ano. Uma estimativa da consultoria Thymos Energia indica que o reajuste médio das tarifas no estado pode chegar a 6,37%.

Apesar da alta, o percentual previsto está abaixo da média projetada para o Nordeste, que deve alcançar 9,77%. O índice também coloca o Rio Grande do Norte com o segundo menor aumento da região, ficando à frente apenas do Piauí, onde a previsão é de reajuste de 0,68%. No cenário nacional, o estado aparece na 11ª posição entre os maiores aumentos estimados.

Entre os estados nordestinos, os maiores reajustes devem ocorrer em Pernambuco, com 13,46%, seguido por Sergipe, com 12,97%, e Ceará, com 12,40%.

Nordeste deve registrar os maiores aumentos do país

De acordo com o estudo, o Nordeste deve liderar o aumento percentual nas tarifas de energia em todo o Brasil neste ano. A elevação média estimada de 9,77% está ligada principalmente ao crescimento do custo da energia comprada pelas distribuidoras e aos encargos do setor elétrico regulados pela Agência Nacional de Energia Elétrica.

Nas demais regiões do país, as projeções indicam aumentos menores. O Sudeste pode registrar alta média de 5,45%, enquanto o Norte deve ter crescimento de 4,52%. No Sul, a estimativa é de avanço de 3,61%. Já no Centro-Oeste, a variação prevista é praticamente estável, com aumento de apenas 0,08% em relação ao ano passado.

Encargos do setor influenciam reajuste

Segundo a especialista em regulação do setor elétrico Ana Paula Ferme, da Thymos Energia, a projeção considera diferentes fatores técnicos, como o procedimento de regulação tarifária, mudanças nas regras do setor, indicadores macroeconômicos, estrutura tarifária das distribuidoras e projeções de mercado e de risco hidrológico.

Outro elemento que pesa no cálculo é a Conta de Desenvolvimento Energético, fundo que financia políticas públicas do setor elétrico, como a Tarifa Social de Energia e o Programa Luz para Todos.

A especialista explica que, no ano passado, o orçamento da CDE passou por dois reajustes após abril, período em que várias distribuidoras já haviam aplicado a revisão tarifária. Com isso, parte dos custos ficou acumulada e deve ser repassada agora para as tarifas.

Segundo ela, esse acúmulo de encargos é um dos principais fatores que pressionam o reajuste previsto para o Rio Grande do Norte e para outros estados do Nordeste.

Confira os reajustes estimados por estado

Pernambuco – 13,46%
Sergipe – 12,97%
Ceará – 12,40%
Bahia – 10,04%
Alagoas – 9,89%
Rio de Janeiro – 9,09%
Amapá – 8,75%
Maranhão – 8,29%
Tocantins – 8,29%
Paraíba – 7,89%
Rio Grande do Norte – 6,37%
São Paulo – 5,73%
Mato Grosso do Sul – 5,29%
Rondônia – 5,05%
Pará – 4,91%
Acre – 4,81%
Rio Grande do Sul – 3,70%
Paraná – 3,59%
Santa Catarina – 3,51%
Minas Gerais – 2,54%
Mato Grosso – 2,50%
Espírito Santo – 1,62%
Piauí – 0,68%
Amazonas – 0,18%
Goiás – -2,45%
Distrito Federal – -2,67%

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