A Corregedoria do Sistema Prisional do Rio Grande do Norte instaurou procedimento preliminar para apurar a conduta de oito policiais penais suspeitos de omissão durante uma agressão sofrida por Igor Cabral, detido na Cadeia Pública Dinorá Simas Lima Deodato, em Ceará-Mirim.
De acordo com documentos oficiais, os servidores foram notificados e têm cinco dias úteis para apresentar defesa por escrito. O processo está em fase inicial e pode ser arquivado ou resultar na abertura de um processo administrativo disciplinar (PAD). Em caso de instauração, as penalidades previstas variam de advertência até demissão.
Cabral registrou um boletim de ocorrência em 1º de agosto, relatando ter sido colocado nu, agredido com spray de pimenta e até incentivado a tirar a própria vida por agentes dentro da unidade prisional. O episódio gerou repercussão e agora está no centro da investigação da corregedoria.
Prisão por violência contra a namorada
Igor Cabral está preso desde 26 de julho de 2025, quando foi flagrado pelas câmeras de segurança desferindo 61 socos contra a namorada dentro de um elevador em Ponta Negra, zona Sul de Natal. O caso teve ampla repercussão nacional e levou à decretação de sua prisão preventiva.
Próximos passos
A Corregedoria vai analisar os relatos e a defesa dos oito servidores. Caso seja instaurado o PAD, os policiais penais poderão responder por falha funcional grave no episódio da agressão sofrida pelo preso.