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Correios preparam corte de 10 mil funcionários para tentar equilibrar crise financeira

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) se prepara para uma das maiores reduções de pessoal de sua história. A estatal planeja desligar pelo menos 10 mil funcionários por meio de um novo Programa de Demissão Voluntária (PDV), em meio a uma crise financeira que ameaça a continuidade das operações.

Hoje, os Correios possuem cerca de 85 mil trabalhadores, e o custo com pessoal representa aproximadamente 72% de todas as despesas da empresa. A direção da estatal avalia que o corte é necessário para reduzir gastos e tentar recuperar o equilíbrio fiscal.

A estimativa interna é que a saída dos 10 mil empregados gere uma economia de até R$ 2 bilhões por ano, valor considerado essencial diante da situação atual. A empresa também tenta captar R$ 10 bilhões em crédito para evitar colapso na operação e garantir caixa para os próximos meses.

Os dados mais recentes mostram um quadro preocupante: no segundo trimestre de 2025, os Correios registraram prejuízo de R$ 2,6 bilhões, acumulando R$ 4,3 bilhões em perdas no ano. Diante do cenário, a estatal trabalha em uma reestruturação ampla, que inclui enxugamento de unidades, revisão de contratos e modernização de processos.

O novo PDV será dividido em duas etapas: a primeira seguirá regras tradicionais de adesão, considerando idade e tempo de serviço; a segunda envolverá metas específicas por setores, priorizando áreas com sobreposição de agências, menor demanda ou ociosidade operacional.

A reestruturação está sob acompanhamento do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria-Geral da União (CGU), que monitoram a captação de crédito e a condução das demissões.

O plano ainda deverá ser detalhado nas próximas semanas, mas a direção da estatal admite que o enxugamento é inevitável para evitar um colapso financeiro ainda maior.

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