Design sem nome (5)

Dança das cadeiras: falha nos nomes ou na gestão de Nilda Cruz em Parnamirim?

A prefeitura de Parnamirim, sob comando de Nilda Cruz (SDD), virou uma espécie de “Dança das Cadeiras” oficial. Em pouco mais de um mês, já são seis exonerações de cargos estratégicos, um recorde que levanta um questionamento: o problema está nos gestores que saem ou na prefeita que fica?

A primeira baixa foi na Secretaria de Saúde, quando Rogério Gurgel caiu após críticas sobre a precariedade das unidades, com destaque negativo para a UPA de Nova Esperança. O secretário ainda colecionava declarações polêmicas e divergências internas. Saiu sem deixar saudade, mas a pasta continua doente.

O episódio mais ruidoso veio em agosto, quando a prefeita exonerou, de uma só vez, três aliados da vice-prefeita Kátia Pires (União Brasil) incluindo o próprio marido e a filha da vice. A canetada deixou claro o rompimento político definitivo.
Nos bastidores, Nilda é acusada de centralizar o poder; já o grupo de Kátia fala em perseguição. Em resumo: menos parceria, mais guerra de egos.

Setembro trouxe a saída do assessor de comunicação, Genilson Souto. Responsável pela imagem institucional, ele caiu justamente quando a gestão mais precisava de defesa contra as críticas crescentes nas redes sociais. Ironia? Não, apenas a velha máxima: governo que não se comunica, se complica.

Agora, foi a vez de Alexandre Guinho deixar a Secretaria de Obras, alvo de cobranças por atrasos e contratos questionáveis. A troca foi vendida como reorganização, mas a população continua esperando o básico: rua sem buraco e obra entregue no prazo.

Na Câmara, opositores falam em instabilidade e amadorismo; aliados juram que tudo não passa de “oxigenação”. A verdade é que, em apenas um mês, a prefeita queimou mais cartuchos do que alguns gestores em quatro anos de mandato.

E fica a dúvida em Parnamirim: a prefeita está trocando peças para fazer o governo andar ou está tentando conter crises criadas pela própria gestão?

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