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Denúncia de espionagem agita Pernambuco e coloca Polícia Civil no centro de disputa política

Uma denúncia de suposta espionagem envolvendo a Polícia Civil de Pernambuco contra um secretário da Prefeitura do Recife acendeu o clima político no estado a poucos meses da eleição para o governo. O caso atinge diretamente o entorno do prefeito João Campos (PSB), apontado como possível adversário da governadora Raquel Lyra (PSD) na disputa estadual.

Segundo a acusação, agentes da corporação teriam monitorado a rotina de Gustavo Queiroz Monteiro, secretário municipal de Articulação Política e Social, além de seu irmão, Eduardo Monteiro, assessor da prefeitura.

O governo estadual confirmou que houve uma investigação, mas negou qualquer prática de espionagem direcionada ao secretário ou a familiares.

De acordo com o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, a apuração começou após uma denúncia de suposto recebimento de propina envolvendo o uso de um veículo oficial da prefeitura. Ele classificou a acusação como “grave”, embora insuficiente para a abertura de inquérito formal.

Diante disso, a Polícia Civil teria feito apenas uma “checagem preliminar”, que não confirmou irregularidades. O caso acabou arquivado. Segundo Carvalho, a própria governadora Raquel Lyra determinou que a situação fosse apurada.

O secretário também rebateu as acusações de monitoramento ilegal e explicou que o trabalho se limitou à observação do carro citado na denúncia.

“Para interceptação telefônica, escuta ambiental ou extração de dados de celular, é preciso autorização judicial. Para vigilância, não”, afirmou.

Ele disse ainda que o acompanhamento foi restrito ao veículo oficial, inicialmente um Gol branco e depois substituído por um Onix Plus branco alugado. “O foco era o veículo. Quem entrava, quem saía, para onde ia. Não houve acompanhamento da rotina do secretário, da família, da casa ou do carro particular”, garantiu.

Até o momento, nem Raquel Lyra nem João Campos se pronunciaram oficialmente sobre o episódio. As assessorias de ambos foram procuradas, mas não responderam. O espaço segue aberto para manifestações.

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