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Desemprego recua para 5,8% no 2º trimestre e atinge menor nível da história, diz IBGE

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,8% no segundo trimestre de 2025, atingindo o menor nível da série histórica iniciada em 2012, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (31) pelo IBGE. A queda representa uma melhora significativa em relação ao trimestre anterior, quando a desocupação era de 7%.

Atualmente, 6,3 milhões de brasileiros estão sem trabalho, 1,3 milhão a menos que no trimestre anterior. O total de pessoas ocupadas chegou a 102,3 milhões, também um recorde, com aumento de 1,8 milhão em relação ao primeiro trimestre do ano.

Com isso, quase 59% das pessoas em idade de trabalhar estão empregadas. A taxa de informalidade, por sua vez, ficou em 37,8%, levemente abaixo dos trimestres anteriores.

O número de empregados com carteira assinada chegou a 39 milhões, o maior da série histórica. No setor privado, o total de trabalhadores com e sem carteira alcançou 52,6 milhões. Já os trabalhadores por conta própria somam 25,8 milhões, e o setor público emprega 12,8 milhões de pessoas — ambos os maiores números já registrados pelo IBGE.

Outro destaque é a renda média do trabalhador, que subiu para R$ 3.477, o maior valor já registrado. A massa salarial também bateu recorde: R$ 351,2 bilhões, um crescimento de 5,9% em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

O levantamento, feito pela PNAD Contínua, passou a ser reponderado com base no Censo 2022, o que aprimorou as estimativas da população e do mercado de trabalho no país.

Fora da força de trabalho, 65,5 milhões de brasileiros não estavam buscando emprego no período analisado. Entre eles, 2,8 milhões estão em desalento — ou seja, gostariam de trabalhar, mas desistiram por falta de perspectiva.

A subutilização da força de trabalho caiu para 14,4%, também o menor nível da série histórica, e indica melhora consistente no mercado de trabalho, com mais pessoas conseguindo emprego e recebendo melhor.

Fonte: G1

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