Foi um jogo para testar corações. Em uma final eletrizante da Copa América feminina, Brasil e Colômbia empataram por 4 a 4 no tempo regulamentar e na prorrogação, levando a decisão para os pênaltis. No fim, brilhou a estrela da goleira Lorena, e o Brasil venceu por 5 a 4, conquistando seu nono título em dez edições do torneio.
A Colômbia esteve muito perto do título inédito. Dominou o primeiro tempo, abriu o placar com Caicedo e viu o Brasil empatar apenas nos acréscimos, com pênalti convertido por Angelina após agressão de Carabalí dentro da área.
Na segunda etapa, o Brasil ainda sofreu com erros defensivos, como um gol contra de Tarciane, e precisou buscar o empate duas vezes, com Amanda Gutierres e, no apagar das luzes, com Marta, que forçou a prorrogação com um golaço no último lance do jogo. Na prorrogação, ela voltou a marcar, mas a Colômbia respondeu com uma bela cobrança de falta de Leicy Santos.
Nos pênaltis, Marta teve a chance de decidir, mas parou na goleira Tapia. A disputa seguiu até a oitava cobrança. Luany marcou para o Brasil, e Lorena defendeu a batida de Carabalí, garantindo o título verde-amarelo após uma batalha que começou à tarde e terminou já na noite de sábado (2), em Quito.
Mesmo sem 100% de aproveitamento, o Brasil terminou invicto — os únicos empates foram justamente contra a Colômbia, na fase de grupos e na final. A seleção mostrou oscilação ao longo do torneio, mas novamente provou por que é a maior potência do futebol feminino sul-americano.
A camisa 10, que começou a partida no banco, foi essencial para manter viva a hegemonia brasileira no continente. Com dois gols decisivos, Marta mostrou por que é uma lenda — mesmo após perder um pênalti, não se escondeu e liderou dentro de campo.
O Brasil segue soberano na Copa América. Desde 1991, foram dez edições e nove títulos. A única exceção? Em 2006, quando a Argentina ficou com o troféu. Em 2025, mais uma vez, deu Brasil. E com muito suor, emoção e uma dose de heroísmo.