O programa Via Certa 96, da 96 FM Natal, trouxe à tona uma denúncia alarmante: um grupo de estrangeiros, formado por bolivianos e colombianos, estaria à frente de um grande esquema de agiotagem na capital potiguar, com forte atuação na zona Norte. A informação se baseia em investigações em andamento e em relatos de possíveis vítimas.
O caso ganhou repercussão após a morte brutal da pequena Anny Lavínia, de apenas 6 anos, no conjunto Vale Dourado. A criança foi atingida na cabeça durante uma execução que tinha como alvo o pai dela, supostamente endividado com agiotas.
Segundo denúncias recebidas pelo programa, o núcleo central do esquema seria formado por bolivianos, mas ouvintes também relataram a participação de colombianos. A rede de agiotagem, além de cobrar juros abusivos, estaria ligada a práticas violentas, como ameaças e ataques a devedores.
A execução que resultou na morte da menina escancara a gravidade do problema: não se trata apenas de crime financeiro, mas de um modelo de intimidação que transforma bairros inteiros em reféns do medo.
Mais uma vez, a ausência de políticas de segurança eficazes deixa espaço para organizações criminosas importarem práticas típicas de cartéis internacionais. Quando agiotas estrangeiros operam livremente em Natal, cobrando juros e decidindo vidas, é sinal de que o poder público já perdeu terreno há muito tempo.