Design sem nome (5)

EUA condenam prisão de Bolsonaro e preparam sanções contra juízes do STF

A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro não surpreendeu o governo dos Estados Unidos. Segundo fontes ligadas ao Departamento de Estado, um plano de reação já estava pronto há pelo menos duas semanas, com medidas desenhadas para responder a cada novo passo do Supremo Tribunal Federal (STF) e do governo Lula.

Sanções em vista

Entre as ações previstas, está a ampliação das sanções da Lei Magnitsky, inicialmente aplicadas apenas ao ministro Alexandre de Moraes. Agora, o governo americano cogita estender as penalidades a outros ministros do STF que têm votado a favor das medidas contra Bolsonaro e as redes sociais.

Essas sanções incluem:

  • Congelamento de bens nos EUA;
  • Restrição de acesso a contas em bancos americanos;
  • Cancelamento de vistos de entrada nos EUA de autoridades brasileiras de alto escalão.

O presidente Lula, a primeira-dama Janja da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin estariam, por ora, fora da lista de alvos.

Medidas mais duras em análise

Em caso de escalada nas tensões, os EUA avaliam retirar as credenciais da embaixadora do Brasil em Washington, suspender vistos concedidos a cidadãos brasileiros e até impor uma taxa de US$ 500 para renovações — ou mesmo aplicar um banimento total.

Trump se manifesta

O presidente dos EUA, Donald Trump, fez um paralelo entre a situação de Bolsonaro e os processos que enfrentou em 2024. Ele pretende explorar o caso como exemplo de que “a esquerda é autoritária”, enquanto se apresenta como o verdadeiro defensor da liberdade e da democracia.

Nota oficial: “Deixem Bolsonaro falar”

Logo após a decisão de Moraes, o Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado publicou uma nota nas redes sociais:

“Deixem Bolsonaro falar!
Os Estados Unidos condenam a ordem de Moraes que impõe prisão domiciliar a Bolsonaro e responsabilizarão todos aqueles que auxiliarem e forem cúmplices da conduta.”

Fonte: CNN

Compartilhe esse texto nas suas redes sociais: