As despesas da União para manter a máquina pública funcionando dispararam no 1º semestre de 2025 e chegaram a R$ 32,4 bilhões. O valor representa uma alta real de 15,6% em relação ao mesmo período do ano passado (R$ 28,1 bi) e é o maior para o período desde 2016, segundo dados do Tesouro Nacional.
Esse tipo de gasto — chamado de custeio administrativo — inclui serviços de limpeza, segurança, contratos temporários, terceirizados, contas de luz e água, combustível, passagens e aluguel de imóveis. Não entra nessa conta nenhum tipo de investimento.
Onde o dinheiro foi parar
- Serviços de apoio (terceirizados, limpeza e contratações temporárias): R$ 15,9 bi
- Tecnologia da informação: R$ 4 bi
- Combustíveis: R$ 2,8 bi
- Aluguel e conservação de imóveis: R$ 2,5 bi
Funcionalismo também pesa
Além disso, o gasto com servidores federais chegou a R$ 184 bilhões no semestre, um aumento real de 1,1% em relação a 2024. É o maior valor desde 2021.
Com o pagamento de precatórios, a despesa sobe para R$ 185,3 bilhões. Atualmente, a União mantém 573,5 mil servidores ativos, praticamente o mesmo número do ano passado.
O que diz o governo
O Ministério da Fazenda afirmou que apenas consolida os dados e que explicações detalhadas devem ser pedidas a cada órgão. Já o Ministério da Gestão e Inovação não respondeu até a publicação da reportagem.
Fonte: Poder 360