O Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed-RN) reagiu às acusações de que estaria defendendo interesses da Cooperativa Médica do RN (Coopmed-RN). Em nota divulgada na noite desta segunda-feira (1º), a entidade repudiou o que chamou de “boatos de blogs locais” e garantiu que sua atuação é exclusivamente em prol da categoria médica e da população.
A confusão começou porque o anúncio da greve coincidiu com a saída da Coopmed da gestão dos serviços médicos em Natal, no mesmo dia em que duas novas empresas assumiram: a Justiz Terceirização e a Proseg Consultoria. Foi aí que surgiram insinuações de que o sindicato estaria tentando proteger a cooperativa.
O Sinmed afirma que não atua em defesa de “monopólios” ou empresas, mas contra irregularidades cometidas pela Prefeitura de Natal:
Manutenção de contratos emergenciais e precários; Descumprimento de decisões judiciais que determinavam republicação de editais; Atrasos salariais e vínculos frágeis de trabalho.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) diz que os contratos das novas empresas têm respaldo em decisão do Tribunal de Justiça do RN e que a Coopmed foi comunicada da substituição. Também informou que houve pagamento indenizatório à cooperativa, mesmo sem cobertura contratual, e que o processo licitatório foi aberto com participação de várias empresas, inclusive da própria Coopmed.
Já a cooperativa alegou que médicos foram impedidos de trabalhar por ordem da nova contratada e sustenta que há decisão de primeira instância que deveria anular a troca imediata.
Entre notas oficiais, decisões judiciais e acusações cruzadas, quem segue no meio do fogo cruzado é o paciente. Enquanto prefeitura e sindicato disputam a narrativa, a população precisa de médicos atendendo e não de uma novela jurídica e política em cima da saúde pública.