O humorista Cristiano Pereira da Silva, conhecido como Cris Pereira ou pelo personagem Jorge da Borracharia, foi condenado pela 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) a 18 anos, 4 meses e 15 dias de prisão em regime fechado, acusado de estuprar a própria filha.
De acordo com a denúncia, a vítima tinha 4 anos de idade na época dos fatos. O processo corre em segredo de justiça, o que restringe a divulgação de detalhes.
Na época do suposto crime o delegado do caso não instaurou inquérito contra Cristiano e ainda testemunhou a favor do humorista.
A decisão do TJ-RS gerou repercussão porque ocorreu mesmo diante de laudos periciais oficiais do Departamento Médico Legal (DML) do Rio Grande do Sul, que, segundo a defesa, atestaram a inexistência de sinais de abuso.
Cris Pereira havia sido absolvido em primeira instância, justamente pela falta de provas materiais. Para a defesa, a condenação em segunda instância se baseou em documentos produzidos unilateralmente pela acusação, sem contraditório, e ignorou as conclusões técnicas.
O humorista nega as acusações e afirma ser vítima de uma injustiça. Ele alega que sua filha estaria sofrendo alienação parental e que, no processo, a palavra da mãe teria tido mais peso do que as provas periciais.
Em nota, a defesa reforçou que a decisão “contrariou os laudos oficiais” e destacou que, até o trânsito em julgado, vale o princípio da presunção de inocência.
Cris Pereira informou que vai recorrer da condenação. O caso ainda pode ser analisado em instâncias superiores, e segue cercado de controvérsias entre a acusação e os laudos técnicos apresentados pela defesa.