O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, confirmou nesta segunda-feira (8), em Budapeste, que o governo israelense aceitou a proposta de cessar-fogo na Faixa de Gaza apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O acordo prevê a libertação de reféns em poder do Hamas e a deposição de armas pelo grupo palestino.
Trump disse no domingo (7), a repórteres em Nova York, que acredita em um desfecho próximo:
“Acho que teremos um acordo sobre Gaza muito em breve. Acho que vamos pegar todos os reféns, vivos ou mortos.”
O Hamas confirmou que recebeu, via mediadores, “algumas ideias” da administração norte-americana, mas ainda não anunciou se aceita os termos.
Os pontos da proposta americana
De acordo com autoridades israelenses, o plano dos EUA inclui:
- libertação imediata de todos os reféns;
- início de negociações para um acordo abrangente de fim da guerra;
- mecanismos de verificação para garantir a implementação do cessar-fogo.
O contexto da guerra
O conflito teve início em 7 de outubro de 2023, quando o Hamas lançou um ataque em Israel, matando 1.200 pessoas e sequestrando 251 reféns. Em resposta, Israel iniciou uma ofensiva militar em Gaza.
Até agora, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, pelo menos 61 mil palestinos foram mortos, mais da metade mulheres e crianças. Israel estima que 20 mil combatentes do grupo estejam entre os mortos.
A ONU alerta que a crise humanitária é cada vez mais grave: cerca de 1,9 milhão de pessoas foram deslocadas (80% da população de Gaza) e já há registros de mortes por inanição em razão da falta de alimentos.
A aceitação formal do Hamas será determinante. Israel mantém a posição de que só encerrará as operações se o grupo se render, enquanto o Hamas condiciona avanços a melhorias imediatas na situação humanitária.