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Jean Paul Prates rompe com PT após 20 anos e negocia filiação com partidos do centro para disputar Senado em 2026

O ex-senador e ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, oficializou no fim de setembro sua saída do Partido dos Trabalhadores (PT), após mais de duas décadas de filiação. A decisão ocorre em meio a críticas ao diretório estadual da legenda no Rio Grande do Norte e a um realinhamento de sua trajetória política com vistas às eleições de 2026.

Prates alegou que o PT potiguar vem adotando uma postura de “decisões de cima para baixo”, sem diálogo com a base, especialmente na definição de candidaturas. Segundo ele, esse processo teria esvaziado a participação democrática interna.

Em entrevistas, o ex-senador destacou que sua saída não se deve apenas à demissão da presidência da Petrobras em 2024, após atritos com ministros do governo Lula, mas a uma insatisfação acumulada com a condução partidária no estado.
“As candidaturas foram lançadas de cima para baixo, sem discussão interna. Esse não é o modelo que acredito para fazer política”, afirmou.

A reação dentro do PT foi imediata. Dirigentes e filiados classificaram as críticas como demonstrações de “falta de humildade e ingratidão”.

Após anunciar a desfiliação, Prates iniciou conversas com partidos do centro, como PDT e MDB, e deve escolher uma nova legenda até o início de 2026. A meta é disputar novamente uma vaga no Senado Federal.

O ex-senador admite que chegou a considerar uma pausa na política, mas avalia que ainda há espaço para defender pautas ligadas à energia, transição ecológica e desenvolvimento regional.

Apesar do rompimento com o PT, Jean Paul afirma manter boa relação pessoal com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para ele, Lula continua sendo favorito em 2026, mas a multiplicidade de candidaturas no campo oposicionista pode gerar “caos cognitivo” e atrapalhar a disputa.

O futuro político de Prates agora depende da definição partidária e da costura de alianças que fortaleçam seu projeto de retorno ao Senado.

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