A jovem Bruna Araújo de Souza, de 30 anos, morreu nesta segunda-feira (6) no Hospital de Clínicas de São Bernardo do Campo (SP), após quase uma semana internada com intoxicação por metanol. A substância foi encontrada em uma garrafa de vodca misturada com suco de pêssego consumida por ela durante um evento na cidade.
Bruna começou a passar mal no último dia 29 de setembro, com sintomas de fortes dores abdominais, vômitos, visão turva e perda de consciência. Encaminhada ao hospital, teve o quadro agravado e evoluiu para morte encefálica confirmada no fim de semana.
Exames laboratoriais confirmaram a presença de metanol, um tipo de álcool tóxico usado em solventes e produtos de limpeza, impróprio para o consumo humano. A ingestão provoca cegueira, falência renal e parada cardiorrespiratória, mesmo em pequenas quantidades.
A Prefeitura de São Bernardo do Campo confirmou o óbito e informou que o caso está relacionado à série de intoxicações investigadas no município. Até o momento, 78 pessoas apresentaram sintomas suspeitos após consumir bebidas alcoólicas adulteradas — seis mortes estão sob apuração, e o caso de Bruna é o primeiro com confirmação laboratorial.
Equipes da Vigilância Sanitária e da Polícia Civil já interditaram quatro estabelecimentos nas regiões do Taboão, Paulicéia, Ferrazópolis e Parque dos Químicos, onde garrafas de bebidas suspeitas foram apreendidas.
O caso é investigado pela Delegacia de Crimes Ambientais (DICMA), sob suspeita de falsificação e adulteração de bebidas alcoólicas, crimes que podem resultar em penas de até 15 anos de prisão.
O corpo de Bruna será velado nesta terça-feira (7), no Cemitério da Vila Pauliceia. A família, em nota, pediu justiça e alertou para os riscos do consumo de bebidas de procedência duvidosa.
“Bruna era alegre, saudável e cheia de planos. Uma garrafa falsificada destruiu nossa família”, disse um parente próximo em entrevista a veículos locais.
O caso se soma a outros episódios de intoxicação por metanol registrados em 2025 em vários estados brasileiros. Autoridades sanitárias reforçam o alerta para que consumidores evitem produtos sem rótulo, lacre rompido ou de origem duvidosa, e recomendam que bares e distribuidores verifiquem a procedência das bebidas.