Design sem nome (5)

Julgamento de Caso Zaira Tem Início em Natal com Forte Comoção e Restrições de Acesso

Começou nesta segunda-feira (2), no Fórum Miguel Seabra Fagundes, em Natal, o júri popular que vai decidir o destino do policial militar Pedro Inácio Araújo, acusado de estuprar e matar a jovem Zaira Dantas Silveira Cruz, de 22 anos, durante o carnaval de 2019, em Caicó, no interior do Rio Grande do Norte.

O caso, que segue sob segredo de justiça, mobiliza familiares e autoridades há mais de cinco anos. Para preservar a memória da vítima e garantir a segurança do processo, o acesso ao julgamento está restrito a parentes próximos das partes envolvidas, conforme determinação do Tribunal de Justiça do RN (TJRN).

Em entrevista publicada anteriormente pela Tribuna do Norte, a mãe de Zaira, Ozanete Dantas, desabafou sobre a dor da perda e o desejo de justiça:

“Eu corro, eu grito, eu busco e não me canso. Eu quero poder encerrar esse ciclo e dizer: hoje posso dormir com o coração um pouco mais calmo.”

Zaira era estudante de Engenharia Química e estava prestes a se formar quando teve a vida brutalmente interrompida.

Para garantir a segurança e o bom andamento dos trabalhos, a 2ª Vara Criminal de Natal publicou uma portaria conjunta com regras rígidas sobre o acesso ao júri. A imprensa está proibida de entrar no salão, e as informações oficiais serão divulgadas exclusivamente por meio de boletins da assessoria de comunicação do TJRN.

Apenas seis pessoas foram autorizadas a acompanhar as sessões presencialmente: os pais, a irmã de Zaira e uma psicóloga do Núcleo de Apoio às Vítimas de Violência Letal e Intencional (Nuavv), além da mãe do réu e um acompanhante.

O júri está previsto para durar até a próxima sexta-feira (6), com 22 depoimentos programados, incluindo o do acusado, testemunhas de defesa e de acusação. O processo é extenso, com mais de 7 mil páginas.

Relembre o caso

Zaira Cruz foi encontrada morta no dia 2 de março de 2019, durante o sábado de Carnaval, em Caicó. A investigação levou ao indiciamento do policial Pedro Inácio, apontado como autor do crime. Diante da grande repercussão regional, a defesa solicitou a transferência do julgamento para Natal, alegando falta de imparcialidade no Seridó.

Fonte: Tribuna do Norte

Compartilhe esse texto nas suas redes sociais: