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Justiça do Rio afasta Ednaldo Rodrigues da presidência da CBF

Ednaldo Rodrigues foi novamente afastado do cargo de presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A decisão partiu da 19ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) e foi assinada pelo desembargador Gabriel de Oliveira Zefiro.

Atendendo a um pedido de Fernando Sarney, vice-presidente da entidade, o tribunal também o nomeou como interventor interino, com a missão de convocar novas eleições “o mais rápido possível”.

O afastamento tem como base a suspeita de falsificação de um documento que garantiu a permanência de Ednaldo no cargo. O acordo em questão, firmado em 2022 e homologado pelo Superior Tribunal de Justiça, teria sido assinado por Antônio Carlos Nunes de Lima, o Coronel Nunes. No entanto, uma perícia aponta possíveis indícios de falsificação na assinatura.

“O acordo firmado entre as partes, homologado outrora pela Corte Superior, é declarado nulo em razão da incapacidade mental e da possível falsificação da assinatura de um dos signatários”, afirmou o magistrado.

Crise e denúncias

Na semana anterior, o Supremo Tribunal Federal (STF) já havia recebido duas denúncias contra Ednaldo Rodrigues — uma da deputada federal Daniela do Waguinho (União Brasil-RJ) e outra do próprio Fernando Sarney. O ministro Gilmar Mendes, relator do caso, indeferiu os pedidos de afastamento e encaminhou o processo de volta à Justiça estadual, que agora determinou o desligamento.

A ausência do Coronel Nunes em audiência realizada na última segunda-feira (12) também pesou na decisão. A sessão tratava justamente da veracidade da assinatura no documento que validou a eleição de Ednaldo para um novo mandato à frente da CBF.

Apesar de ter sido reconduzido ao cargo em 2023 para mais quatro anos, Ednaldo vinha enfrentando crescente oposição dentro da entidade, agravada pelas suspeitas envolvendo o acordo que sustentava sua presidência.

Fonte: CNN

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