A relação próxima entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governo venezuelano de Nicolás Maduro sempre foi pública e reconhecida no cenário diplomático internacional. Diante da escalada de tensões entre Estados Unidos e Venezuela, Lula chegou a sinalizar disposição para atuar como mediador em uma eventual negociação entre os dois países.
A iniciativa indicava a aposta do governo brasileiro no diálogo como caminho para reduzir o conflito, mesmo em um impasse que não envolve diretamente o Brasil. A proposta foi apresentada em meio a um cenário de crescente pressão internacional sobre Caracas.
Nos Estados Unidos, porém, a estratégia adotada foi outra. O presidente Donald Trump afirmou que autorizou uma ofensiva de grande escala contra a Venezuela e anunciou a captura de Nicolás Maduro, que teria sido levado para território norte-americano. Segundo o governo dos EUA, o líder venezuelano deverá responder a acusações relacionadas a crimes contra o país.
O episódio marca um início de ano marcado por abordagens distintas no campo internacional. De um lado, a tentativa de mediação diplomática. Do outro, uma ação direta que elevou o nível da crise e redesenhou, ao menos temporariamente, o equilíbrio político na região.
Nessa história, quem começou 2026 com os dois pés acabou tropeçando, enquanto quem entrou o ano com o pé direito foi Donald Trump.