Design sem nome (5)

Menina de 1 ano passa por cirurgia após queda da cama com carregador cravado na testa

Uma menina de apenas 1 ano precisou passar por uma cirurgia de urgência após sofrer um grave acidente doméstico em Divinópolis. A criança caiu da cama e acabou ficando com um carregador de celular cravado na testa. Ela segue internada em observação e, até o momento, não apresenta sinais de sequelas neurológicas, segundo informou o neurocirurgião responsável pelo atendimento, Bruno Castro.

De acordo com o médico, o acidente aconteceu na última terça-feira (13), no momento em que a mãe teria ido ao banheiro. A principal hipótese é que a menina estava segurando o carregador quando caiu da cama. Durante a queda, o objeto atingiu a região frontal do crânio, próximo ao olho, perfurando o osso.

“O mais provável é que ela estivesse com o carregador na mão e caiu junto com ele. Por azar, bateu de um jeito que acabou entrando na cabeça dela. Se tivesse atingido o olho, poderia ter causado perda da visão. Felizmente, isso não aconteceu”, explicou o médico.

A criança foi levada imediatamente para o centro cirúrgico, onde passou por procedimentos de limpeza, retirada do objeto, lavagem, fechamento e reconstrução da área atingida.

“A intervenção precisava ser imediata. Sem esse tratamento rápido, poderia evoluir para uma hemorragia ou até uma infecção grave”, destacou o neurocirurgião.

Atualmente, a menina segue internada e recebe antibiótico de forma preventiva, conforme protocolo médico. Segundo o especialista, a boa capacidade de recuperação do cérebro infantil ajuda a explicar a ausência de sequelas até o momento.

“Crianças têm uma plasticidade neuronal muito boa, o que aumenta as chances de recuperação sem sequelas”, afirmou.

Apesar da evolução positiva, o médico alerta para possíveis complicações futuras. Lesões cerebrais podem provocar cicatrizes no cérebro, chamadas tecnicamente de gliose, que podem desencadear crises convulsivas e até epilepsia ao longo do tempo. Por isso, a criança deverá passar por acompanhamento neurológico contínuo.

Riscos de lesão cerebral e infecção

Segundo Bruno Castro, o principal risco em casos como esse é a lesão cerebral. O objeto perfurante atravessou o osso do crânio e atingiu o tecido cerebral, o que poderia provocar hemorragia.

“O maior risco do ponto de vista neurológico é o trauma. Esse objeto atravessou o crânio e atingiu o cérebro, o que pode ocasionar sangramentos”, explicou.

Outro fator preocupante é o risco de infecção. Como o objeto rompe a barreira natural da pele, micro-organismos podem alcançar o sistema nervoso.

“É um material que está sujo, tem germes. Quando isso entra no sistema nervoso, pode causar meningite”, alertou o médico.

Fonte: G1

Compartilhe esse texto nas suas redes sociais: