O estado de Minas Gerais ganhou destaque na imprensa internacional nesta semana após as fortes chuvas que devastaram cidades da Zona da Mata. Até a última atualização desta quinta-feira, 26 de fevereiro, 53 mortes haviam sido confirmadas, além de dezenas de pessoas ainda desaparecidas em municípios como Juiz de Fora e Ubá.
Veículos de vários países enviaram equipes ao estado para acompanhar de perto os desdobramentos da tragédia. A agência Associated Press destacou as buscas por vítimas, o drama das famílias desabrigadas acolhidas em escolas e igrejas e o cenário de destruição que ainda persiste na região.
O tabloide britânico The Sun publicou imagens classificadas como “cenas fortes”, mostrando a enxurrada arrastando caixões de uma funerária pelas ruas de Ubá. A manchete descreveu o momento como angustiante, com dezenas de caixões sendo levados pela correnteza durante enchentes repentinas e fatais.
A cobertura internacional também relaciona o episódio às mudanças climáticas e à falta de infraestrutura urbana. Para muitos desses veículos, Minas passou a simbolizar um alerta global sobre eventos extremos cada vez mais frequentes.
A agência Reuters informou que Juiz de Fora enfrenta o fevereiro mais chuvoso de sua história. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia apontam que foram registrados 113 milímetros de chuva em apenas seis horas na noite de quarta-feira, 25 de fevereiro. No acumulado do mês, o volume chegou a 733 milímetros, o equivalente a 4,3 vezes a média histórica prevista para fevereiro.
O jornal espanhol El País ressaltou que mortes provocadas por temporais são uma tragédia que se repete quase todos os verões no Brasil, citando ainda impactos recentes das chuvas em estados como Rio de Janeiro e São Paulo.
Enquanto o mundo acompanha as imagens e os números, moradores da Zona da Mata seguem enfrentando perdas, incertezas e a dura tarefa de reconstruir suas vidas.