O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (26) a abertura de um inquérito para investigar o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A suspeita é de que ele tenha atuado nos Estados Unidos contra o Judiciário brasileiro.
A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Moraes já é relator de outros casos ligados ao tema, como o inquérito das fake news e o processo que investiga uma tentativa de golpe de Estado.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que Eduardo Bolsonaro tem adotado um “tom intimidatório” para tentar influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), acusado de tentar dar um golpe no Brasil.
Segundo Gonet, Eduardo estaria buscando sanções internacionais contra membros do STF para pressionar e atrapalhar o andamento das investigações. Ele apontou ainda que o deputado tenta intimidar também a Polícia Federal e o próprio Ministério Público.
A situação se agravou após o senador americano Marco Rubio cogitar aplicar sanções ao ministro Alexandre de Moraes.
Eduardo Bolsonaro se licenciou da Câmara em março e se mudou para os Estados Unidos. Disse que o objetivo era se dedicar à denúncia de “violações de direitos humanos” no Brasil e lutar pelo que chamou de “liberdades perdidas”.
Ele cita como motivo da mudança as condenações dos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro, além da prisão de aliados como Filipe Martins, Anderson Torres e Silvinei Vasques.
No fim de fevereiro, deputados do PT apresentaram uma representação criminal contra Eduardo Bolsonaro, acusando-o de conspirar contra as instituições brasileiras no exterior. Eles pediram, inclusive, a apreensão do passaporte do deputado — o que foi negado por Moraes, à época.
Agora, com o apoio da PGR, o ministro decidiu dar andamento à investigação.
Fonte: CNN