O uso do Mounjaro, medicamento à base de tirzepatida indicado para diabetes tipo 2 e também utilizado no controle de peso, pode diminuir a eficácia de pílulas anticoncepcionais orais e aumentar o risco de falha contraceptiva.
O motivo está no mecanismo de ação do remédio. A tirzepatida retarda o esvaziamento do estômago, o que pode interferir na absorção de medicamentos ingeridos por via oral, incluindo anticoncepcionais combinados.
Estudos apontam que a absorção da pílula pode ser reduzida em cerca de 20% quando usada junto à tirzepatida. Essa interferência é considerada mais relevante nas primeiras quatro semanas de tratamento ou após aumentos de dose.
Isso ocorre porque é justamente nesses períodos que o efeito do medicamento sobre o trato gastrointestinal tende a ser mais intenso.
O maior risco de falha contraceptiva acontece:
- Nas primeiras quatro semanas após o início do uso
- Após cada ajuste ou aumento de dose
Por isso, especialistas recomendam atenção redobrada nesses momentos.
A orientação médica é utilizar um método contraceptivo adicional, como preservativos, por pelo menos quatro semanas ao iniciar o tratamento ou após qualquer mudança de dose.
Outra alternativa é optar por métodos que não dependem da absorção gastrointestinal, como:
- DIU
- Implante hormonal
- Injeções contraceptivas
- Adesivos
- Anel vaginal
Esses métodos não costumam sofrer a mesma interferência.
A recomendação é que mulheres que usam anticoncepcional oral e pretendem iniciar tratamento com Mounjaro conversem previamente com o ginecologista para avaliar a necessidade de reforço ou troca do método.