O assassinato de Marcos Ricardo de Araújo, 48 anos, esfaqueado pela própria esposa em Mairinque (SP), revelou um histórico criminal preocupante de Tatiana da Silva Ribeiro, presa em flagrante pelo crime. Dias antes do homicídio, ela já estava na mira da Justiça: havia um mandado de prisão expedido contra ela por descumprir medidas impostas após condenação por furto qualificado.
O crime ocorreu na última segunda-feira (1º), diante de câmeras de segurança. Marcos tentava recolher suas roupas da casa onde vivia com Tatiana quando foi atingido no peito.
Ficha extensa e reincidência
De acordo com a polícia, Tatiana já havia atentado contra outro companheiro e acumulava passagens por furto e embriaguez ao volante.
Em maio de 2024, foi condenada a 2 anos de prisão em regime aberto por furto qualificado, mas a pena foi substituída por serviços comunitários, multa e restrições judiciais. Ela deixou de cumprir as medidas, desapareceu e acabou tendo a pena convertida em prisão. Foi detida, participou de audiência em junho de 2025 e foi novamente liberada sob condições mas logo voltou a se envolver em crime, desta vez muito mais grave.
Em depoimento sobre a morte do marido, Tatiana confessou o esfaqueamento, mas alegou legítima defesa, afirmando que estava sob efeito de álcool e medicamentos.
O irmão da vítima afirmou que, horas após o crime, Tatiana teria sido vista em um bar no bairro Jardim Vitória, ainda com marcas de sangue, contando a frequentadores que havia matado Marcos.
Prisão preventiva
Agora, a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, e Tatiana permanecerá detida durante as investigações.
O caso expõe um problema crônico da Justiça brasileira: criminosos com histórico de reincidência recebem benefícios, não cumprem as medidas, e ainda assim circulam livres até que um crime mais grave aconteça. Se a lei tivesse sido aplicada de forma rígida no primeiro descumprimento, talvez Marcos ainda estivesse vivo.