Design sem nome (5)

No 9º dia de conflito, Israel ataca bases militares no Irã e tensão cresce no Oriente Médio

Neste sábado (21), o conflito entre Israel e Irã chegou ao nono dia com novos ataques aéreos. A Força Aérea israelense bombardeou infraestruturas militares no sudoeste do Irã, atingindo bases estratégicas com caças. A ofensiva é mais um capítulo da escalada militar que teve início no último dia 13.

As Forças de Defesa de Israel (FDI) também informaram que uma aeronave iraniana não tripulada foi detectada na região de Beit She’an, em território israelense. O drone colidiu com estruturas civis e provocou o acionamento de alarmes em Eilat e no sul de Negev, devido à ameaça de novos mísseis e ataques com drones.

Os confrontos se intensificaram quando Israel lançou um ataque contra o centro do programa nuclear iraniano e alvos militares em Teerã, capital do Irã. Em resposta, o governo iraniano iniciou uma série de retaliações, aumentando o temor de uma guerra em larga escala no Oriente Médio.

Desde então, a violência só aumentou. De acordo com a mídia estatal iraniana, mais de 430 pessoas morreram e cerca de 3.500 ficaram feridas desde o início da crise. Explosões recentes foram registradas em Ahvaz, no sudoeste do Irã.

O comandante da Base Aérea de Hatzerim, em Israel, disse que os ataques visam interceptar mísseis inimigos e impedir novos lançamentos. “Não permitiremos que o Irã destrua o Estado de Israel”, afirmou o militar.

Também neste sábado, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou que uma oficina de fabricação de centrífugas nucleares foi atingida em Isfahan, no Irã. Segundo o diretor da agência, Rafael Grossi, não havia material nuclear no local, o que descarta risco de contaminação radiológica.

Na tentativa de evitar um agravamento do cenário, ministros das Relações Exteriores da França, Alemanha e Reino Unido se reuniram na sexta-feira (20) para discutir soluções diplomáticas.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, participou do encontro e classificou os ataques como uma “guerra injusta imposta ao povo iraniano”.

Com ambos os lados resistindo a iniciativas diplomáticas, o conflito segue sem previsão de cessar-fogo. Israel já admite a possibilidade de uma “campanha prolongada”, e o envolvimento dos Estados Unidos ainda é incerto — o que mantém o mundo em alerta sobre os desdobramentos dessa crise.

Fonte: Metrópoles

Compartilhe esse texto nas suas redes sociais: