Design sem nome (5)

Nova pesquisa AtlasIntel mostra desaprovação a Lula acima da aprovação e aponta segurança e corrupção como maiores preocupações

A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a superar a aprovação, segundo a nova rodada da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta terça-feira. O levantamento indica que temas ligados à segurança pública e ao risco de corrupção foram decisivos para o resultado.

De acordo com o estudo, 50,7% dos entrevistados desaprovam a gestão Lula, enquanto 48,6% aprovam. No mês anterior, a situação era inversa, com 51,2% de aprovação e 48,1% de desaprovação, o que mostra uma queda significativa em apenas quatro semanas.

A pesquisa ouviu 5.510 pessoas entre 22 e 27 de novembro em todas as regiões do país e possui margem de erro de um ponto percentual.

A avaliação ruim ou péssima do governo atinge 48,6% dos entrevistados, enquanto 44,4% consideram a administração ótima ou boa. Outros 7% classificam como regular.

A desaprovação predomina entre homens, pessoas de 16 a 34 anos, quem tem ensino médio completo, moradores das regiões Sul, Norte e Centro-Oeste, cidadãos com renda entre R$ 2 mil e R$ 5 mil e entre quem não recebe Bolsa Família.

Os pontos que mais influenciam a desaprovação são áreas que dominam o noticiário recente:

• Criminalidade e tráfico de drogas: 62,7%
• Corrupção: 59,8%
• Economia e inflação: 21,9%
• Extremismo e polarização: 21,5%

A preocupação com a criminalidade apresentou forte crescimento desde julho, quando registrou o menor índice da série, com 42%.

A chamada “taxa das blusinhas” continua sendo o ponto mais criticado do governo, citada por 65% dos entrevistados. Em seguida aparecem o aumento do IOF sobre determinadas operações (58%) e a polêmica sobre a suposta fiscalização de transações via Pix acima de R$ 5 mil (53%).

Para 54% dos entrevistados, a situação econômica atual do Brasil é ruim. Em relação ao mercado de trabalho, 46% avaliam negativamente o momento. Sobre o futuro próximo, o pessimismo fica levemente acima do otimismo: 42% acreditam que a situação vai piorar nos próximos seis meses, contra 41% que esperam melhora.

A nova rodada da pesquisa indica um cenário mais desafiador para o governo, especialmente em áreas que apresentam maior sensibilidade na opinião pública.

Compartilhe esse texto nas suas redes sociais: