Subiu para 146 o número de mortos no incêndio que atingiu um edifício residencial em Hong Kong, segundo atualização das autoridades locais divulgada neste sábado (29). Equipes de emergência seguem na área realizando buscas, já que há possibilidade de novos corpos serem encontrados entre os escombros.
O prédio, localizado em um dos bairros mais densamente povoados da cidade, foi completamente tomado pelas chamas na noite de sexta-feira. A rápida propagação do fogo, impulsionada por materiais inflamáveis acumulados em corredores e áreas comuns, dificultou a fuga dos moradores e ampliou o número de vítimas. Testemunhas relataram cenas de desespero, com pessoas tentando escapar pelas janelas enquanto a fumaça espessa se espalhava rapidamente.
Mais de uma centena de bombeiros foi mobilizada para controlar o incêndio, que só foi totalmente extinto horas depois. As equipes trabalham agora na remoção de destroços e na identificação das vítimas. De acordo com o corpo de bombeiros, a estrutura do edifício ficou severamente comprometida, o que exige cautela nas operações dentro do local.
O governo de Hong Kong informou que um comitê especial foi criado para investigar as causas do incêndio. Entre as hipóteses iniciais estão falhas elétricas e possível ilegalidade em reformas internas, comuns em prédios antigos da cidade. Moradores do entorno relataram que já haviam feito denúncias sobre o risco de incêndio no edifício, mas afirmam que nenhuma ação efetiva foi tomada pelas autoridades antes da tragédia.
Hospitais da região permanecem mobilizados para atender sobreviventes, alguns em estado crítico por queimaduras graves e inalação de fumaça. O incêndio é considerado um dos mais letais da história recente de Hong Kong, reacendendo o debate sobre segurança predial e fiscalização em áreas urbanas densamente ocupadas.