Uma operação integrada da Receita Federal do Brasil com a Polícia Civil do Rio Grande do Norte resultou na apreensão de 111 quilos de cocaína no bairro de Emaús, em Parnamirim, na Grande Natal. A carga ilegal está avaliada em aproximadamente R$ 150 milhões.
De acordo com a Delegacia Especializada em Narcóticos, a ação foi deflagrada na madrugada do último sábado (27), no Distrito Industrial de Emaús. A droga foi localizada por volta das 9h, durante a abordagem a uma marmoaria que vinha sendo utilizada para a movimentação de grandes volumes de entorpecentes.
As investigações apontam que a cocaína era ocultada em estruturas de pedras ornamentais, montadas de forma estratégica para dificultar a identificação durante fiscalizações de rotina. Para a retirada do material ilícito, foi necessária a destruição das peças, onde estavam escondidos 105 tabletes da droga em compartimentos internos.
Segundo a Polícia Civil, a empresa havia sido adquirida há cerca de um ano e passou a ser estruturada para integrar uma rota criminosa, com investimentos provenientes de organizações criminosas das regiões Sul e Sudeste do país.
Dois homens foram presos em flagrante no local no momento em que tentavam retirar a droga do estado. Ambos possuem antecedentes criminais e foram autuados por tráfico de drogas e associação para o tráfico. A polícia também representou pela prisão preventiva dos investigados.
Batizada de Operação Terceiro Eixo, a ação confirmou a existência de uma nova rota e de um método específico de transporte de drogas em larga escala. O esquema evidencia a atuação de diferentes grupos criminosos e o uso do Rio Grande do Norte como ponto estratégico para o escoamento e a distribuição de entorpecentes no país.
Esta foi a sexta grande operação integrada realizada pelos órgãos em 2025. Entre os destaques do ano estão a primeira apreensão de fentanil no Brasil, em março; a Operação Nox Alba, em setembro, que retirou de circulação mais de 1,2 tonelada de cocaína, a maior da história do estado; e a Operação Duplo Impacto, em outubro, que resultou na apreensão de mais de uma tonelada de maconha e do primeiro THC superconcentrado no Rio Grande do Norte.
As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e apurar o destino final da carga, que, segundo os indícios, seria encaminhada para estados da região Nordeste.