As forças de segurança do Rio Grande do Norte realizaram nas primeiras horas desta quarta-feira (26) uma nova investida contra organizações criminosas instaladas em Natal. A ação, chamada de Farol da Justiça, concentrou esforços na Zona Leste, com foco em Mãe Luíza, área historicamente marcada por conflitos entre facções e episódios de violência.
A Polícia Militar empregou mais de 100 agentes com participação de unidades como BOPE, BPChoque, BPamb, ROCAM, CIPTUR e efetivos do 1º BPM. O trabalho envolveu incursões em pontos estratégicos, bloqueios viários, reforço no patrulhamento e apoio às equipes da Polícia Civil.
A operação funciona de forma integrada e reúne Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Polícia Científica e Ministério Público, por meio do GAECO. O objetivo é cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão em Natal, na Região Metropolitana, no interior do estado e também em outras unidades da federação.
Paralelamente à nova ofensiva, a Polícia Militar divulgou o resultado da Operação Mãe Luíza Segura, que vem sendo executada desde o início de novembro pelo Comando de Policiamento da Capital. Entre os dias 7 e 24, 16 pessoas foram presas, incluindo três foragidos.
As equipes apreenderam duas carabinas calibre ponto 40, três pistolas calibre 380, um revólver calibre 38, munições de diversos calibres e sete coletes balísticos. Também foram recolhidos maconha, cocaína, crack, haxixe, balanças de precisão, embalagens e outros itens associados ao tráfico de drogas.
Os policiais recuperaram ainda um Chevrolet Cobalt clonado que havia sido roubado em Pernambuco, uma motocicleta adulterada e um celular com queixa de roubo.
As ações se concentraram em barreiras móveis instaladas na Avenida João XXIII e nos acessos à Avenida Hermes da Fonseca, junto ao patrulhamento ostensivo dentro de Mãe Luíza. Participaram unidades do CPC, BOPE, BPChoque, ROCAM, 1º BPM e demais equipes operacionais.
O conjunto das operações reforça o esforço das instituições de segurança para reduzir a atuação de grupos armados e recuperar áreas que apresentam maior vulnerabilidade na capital potiguar.