O balanço mais recente da Operação Contenção, deflagrada pelas forças de segurança do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho (CV), aponta 121 mortos e 113 presos desde o início das ações, na última segunda-feira (28). O número foi confirmado nesta quinta-feira (30) pela Secretaria de Segurança Pública.
Com mais de 2.500 agentes mobilizados, a operação concentra-se nas comunidades do Complexo da Penha, Complexo do Alemão e áreas adjacentes, consideradas redutos estratégicos da facção. O objetivo, segundo o governo estadual, é quebrar o poder de comando da organização criminosa e enfraquecer sua estrutura financeira e armada.
Durante a ação, as forças de segurança apreenderam 72 fuzis, granadas, munições e grande quantidade de drogas. O saldo de prisões inclui nomes ligados diretamente ao tráfico e à logística de armas da facção. Parte desses presos deverá ser transferida para presídios federais de segurança máxima, entre eles o Presídio Federal de Mossoró (RN), que tem sido escolhido para contenção de lideranças de facções criminosas.
A operação é considerada a maior dos últimos 15 anos no estado e recebeu elogios de especialistas em segurança pública pelo planejamento e coordenação das forças envolvidas. O governo estadual classificou o trabalho como “um marco no enfrentamento ao crime organizado” e destacou o empenho dos policiais que atuaram em terreno dominado historicamente pelo tráfico.
Apesar da grande letalidade, o comando da operação afirmou que todas as mortes estão sendo apuradas e que o foco permanece na prisão de lideranças e desarticulação de rotas de armamento. O Ministério Público e a Defensoria Pública acompanham as investigações, enquanto o governo garante que as ações seguem dentro dos parâmetros legais.
Moradores relatam que o clima nas comunidades ainda é de tensão, mas há sinais de retomada da rotina em alguns pontos. Escolas começam a reabrir gradualmente e parte do comércio volta a funcionar.
A Operação Contenção deve continuar nos próximos dias com novas diligências, cumprimento de mandados e ações de ocupação permanente em áreas estratégicas, em uma tentativa de consolidar o controle do Estado sobre regiões historicamente dominadas por facções criminosas.