O resultado da mais recente pesquisa eleitoral divulgada pela consultoria Genial/Quaest provocou reação de surpresa entre ministros do Palácio do Planalto. O levantamento, divulgado nesta quarta-feira, indica um empate numérico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em um cenário para a eleição presidencial de 2026.
Segundo a pesquisa, Lula aparece com 41% das intenções de voto, após uma leve oscilação negativa. Já Flávio Bolsonaro, filiado ao PL e senador pelo Rio de Janeiro, subiu dois pontos percentuais e também alcançou 41%.
O resultado representa uma mudança em relação ao levantamento divulgado pela mesma consultoria em fevereiro. Na ocasião, Lula tinha 43% das intenções de voto, contra 38% de Flávio Bolsonaro, mantendo uma vantagem de cinco pontos percentuais.
Ministros questionam diferença para pesquisas internas
Nos bastidores do governo, o resultado gerou incômodo entre integrantes da equipe ministerial. Auxiliares do presidente apontaram diferenças entre os números da Genial/Quaest e as pesquisas internas encomendadas pelo Partido dos Trabalhadores, conhecidas como trackings.
Em um desses levantamentos internos realizado na terça-feira, Lula apareceu com 50,3% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registrou 43,8%. O resultado também mostrou melhora em relação a um tracking anterior feito no sábado, quando o presidente tinha 48,6% e o senador aparecia com 46%.
Um auxiliar próximo ao presidente afirmou, sob reserva, que a pesquisa divulgada publicamente estaria refletindo um momento anterior à recuperação da imagem do governo após o período pós-Carnaval.
Estratégia política pode intensificar disputa
Outro ministro avaliou que o cenário pode mudar nas próximas semanas, especialmente quando o presidente e o PT intensificarem críticas ao senador, estratégia que estaria sendo preparada para o início da disputa política mais direta.
Na avaliação desse integrante do governo, a eleição ainda está aberta e o resultado final dependerá do desempenho dos candidatos ao longo do tempo.
A disputa projetada para 2026 ainda está em estágio inicial, mas os números já indicam um cenário de polarização semelhante ao observado nas últimas eleições presidenciais no Brasil.