A Polícia Federal (PF) identificou que uma rede de 50 postos de combustíveis em Curitiba e região metropolitana movimentou ao menos R$ 1 bilhão em quatro anos para o crime organizado, especialmente o PCC (Primeiro Comando da Capital).
Segundo o inquérito, 46 dos 50 postos investigados fraudavam gasolina e serviam como fachada para lavagem de dinheiro. As práticas incluíam adulteração de combustível, mistura irregular e a chamada “bomba baixa”, quando o volume abastecido é menor do que o indicado na bomba.
Como funcionava o esquema
- A PF realizou abastecimentos velados em caminhão sem identificação para flagrar as fraudes.
- Os postos recebiam até 12 mil depósitos diários em espécie.
- Uma transportadora de valores levava o dinheiro vivo para uma instituição de pagamento criada pelo grupo.
Próximos passos
A PF pediu a intervenção da Justiça nos postos, mas o juiz federal negou, considerando toda a rede comprometida. Agora, a corporação vai acionar a Agência Nacional do Petróleo (ANP) para que adote medidas administrativas, inclusive o fechamento das unidades.
Para a PF, os postos foram criados exclusivamente para lavar dinheiro, e não para abastecer a população.